domingo, 21 de agosto de 2016

50 coisas sobre mim... parte 1

1 Meu nome é Maria Helena, e por mais que eu nunca diga que meu nome é Maria, eu amo meu nome, só que minha vida teve muitas fases, acredito que é assim com todo mundo, embora nem todos levem tão a sério quanto eu, e não ser chamada de Maria, ou de Maria Helena tem haver com o fato de eu não me sentir mais a mesmo doce e inocente Maria, nem a polêmica Maria Helena, agora sou simplesmente Helena Leen, e por sinal Leen não é meu sobrenome.

2 Eu fui uma criança extremante feliz, tive pais maravilhosos que me ensinaram que com amor tudo é possível, me ensinaram a amar a Deus porque ele é bom e não porque ele vai me castigar, a amar as pessoas porque são almas preciosas e não porque podem fazer algo por mim, amar e respeitar os animais e todos os seres viventes porque somos irmãos.

3 Meu senso de justiça é uma das minhas características marcantes, não suporto o "mal feito" não consigo aceitar o que não é justo, muitas vezes me complico por isso.

4 Quase tão forte quanto meu senso de justiça, é a minha tolerância, se não fosse ela eu viveria em pé de guerra com o mundo, porque as atitudes das pessoas nem sempre são justas, mas da mesma forma que eu mesma cometo erros, julgamentos e injustiças ainda que sem querer, e Deus usa de misericórdia e tolerância comigo, o mínimo que posso   fazer é retribuir ainda que na minha insignificância a mesma tolerância com as pessoas, já que todos nós somos passiveis ao erros, devido nossa natureza humana,

5 Sou apaixonada pela vida, pelas pessoas, pelos animais, pela natureza, por tudo de bom que me cerca, dificilmente você me verá azeda, de mal com a vida, reclamando de algo, sou o tipo de pessoa "fofa" veja bem, eu disse fofa, não disse perfeita.

6 Eu sempre gostei de escrever, sempre vivi em mundinhos a parte, cheios de personagens que muitas vezes escapavam para o meu mundo real, para o terror das pessoas que me rodeavam, muita gente tinha medo dos meus amiguinhos imaginários, diziam cada besteira para minha mãe e acreditem já me chamaram de anti cristo quando eu era apenas uma menina. Mas como tudo na vida passa, antes mesmo da adolescência eu ja era vista apenas como uma garota inteligente e criativa.

7 Eu já tive um grupinho estilo "Stranger Things" e pena não poder citar o nome deles, nem tenho mais intimidade para isso, só posso dizer que foram tempos felizes, nossas investigações, a passagem secreta que existia dentro do galinheiro no fundo do minha casa, o Lobisomem que ficávamos esperando em toda sexta feira de lua cheia, e olha que eu poderia jurar que não era 100% imaginação.
Minha garagem parecia um quartel general, nos fundos de casa tinha um tronco de árvore caido que dava a impressão de ser um campo de treinamento militar, alias nós acreditávamos nisso, que tudo fazia parte de uma missão e um dia lutaríamos para salvar o mundo, de alguma forma isso aconteceu, cada um de nós hoje em dia luta por um mundo melhor, cada um a seu modo, o importante é que todos tornaram se pessoas de bem, e acredito que todos estejam felizes, ainda que não lembrem mais daquele tempo. Todos estão guardados aqui no meu coração e sempre estarão nas minhas orações. Por mais que eu entenda que as pessoas seguem suas vidas, eu posso dizer com uma pontinha de dor no coração, que esperava que pelo menos T7 e L5 nunca tivessem saído da minha vida, mas me contento em te los no meu Facebook, era para ser proibido certos laços de serem quebrados, não é possível que eu seja a única a carregar para a vida toda uma amizade uma parceria tão grande, que não pode ter sido só coisa da minha cabeça.

8 E por falar em seguir em frente, minha vida sempre foi uma passarela onde muitas pessoas passaram, e todas ou quase todas já me fizeram falta em algum momento da vida, Mas entendo que o mundo não gira em torno de mim, e 90% dos que saíram da minha vida, foi por minha culpa, tive fases incrivelmente irritantes.

9 Sou gordinha, digo gordinha porque já fui gordona, de corpo e de alma, e com toda a sinceridade do meu coração, isso não me incomodou tanto na vida, tirando a fase louca da escola. Alias eu era a Gorda, a Jovem pança só na escola, quando eu cruzava os portões eu era uma garota como qualquer outra, nunca deixei de partir corações, sempre me valorizei, sempre escolhi bem e só não vou me estender nesse assunto porque o maridão, que por sinal é muitooo lindo, não iria gostar, mas resumindo... nunca fui mal amada, recalcada e meus quilos a mais nunca foram uma desculpa para ser infeliz e fazer os outros infelizes, sinto um certo orgulho disso, de ter vindo de uma geração que repudiava gordinhas intacta, sem mágoas, sem dores, sem marcas, porque nunca permiti ser magoada por alguém, aprendi desde cedo que um corpo é só um corpo, e que uma pessoa é muito mais do que isso. Além do mais, as gordinhas são lindas, não só as gordinhas, as magrinhas, as cheinhas, as baixinhas, as ruivinhas, loirinhas, as negras as Índias, as mulheres são maravilhosas, e quando descobrem isso então... o mundo se rende a um sorriso confiante, um olhar determinado.
Deus deu um corpo para cada uma, cabe a nós decidirmos sobre ele, aceitar o que não pode ser mudado, melhorar o que pode ser melhorado, moldar, transformar, enfim, achar um jeito de ser feliz, porque isso é o que importa,

10 Já sofri bullying na escola, já vi uma sala de aula inteira rir de mim incluindo os professores que simplesmente me odiavam pelo simples fato de eu existir e estar ali, servindo de palhaça, atrapalhando a turma, como se ser gorda fosse um pecado mortal, ou pior, ser gorda e inteligente, gorda e atrevida, gorda e incapaz de sentir se uma coitada só por ser gorda, sim, acreditem meninas, as gordinhas nem sempre foram as rainhas como são hoje em dia, se vocês chamam o fato de uma vendedora dizer que não existe o seu tamanho de preconceito, vocês não imaginam o inferno que a alguns anos atras, para uma gordinha viver normalmente a vida, principalmente alguém como eu, que nunca permitiu que alguém ofuscasse meu brilho. O tempo da Escola foi cruel. Fico feliz em fazer parte de um mundo onde duas palavrinhas fazem a diferença; Diversidade e Inclusão.

11 Embora eu seja gordinha, ache muito bom esse empoderamento dos últimos anos, essa inclusão, valorização da mulher gorda, muito bem merecido pelos anos que passamos praticamente excluídas da sociedade, vivendo do jeito que podíamos, em um mundo feito para as magras, eu não levanto nenhuma bandeira em defesa da Obesidade. Obesidade é uma doença, que pode levar a morte, uma coisa, é ser bonita, outra coisa é ser saudável, Se você é uma gorda que se cuida que se ama, fica ligada no peso para não extrapolar, cuida da alimentação, então tudo bem, cabe a você decidir se quer emagrecer ou não, você que sabe se precisa, e se realmente quer perder uns quilinhos, mas no momento que seu corpo começa a sofrer as consequências é algo a se pensar.
No meu caso, eu prefiro dizer que não tenho nenhum compromisso em ser gorda e muito menos um compromisso em ficar magra, Meu comprometimento comigo mesma e com as pessoas que me amam é simplesmente me sentir bem,



Bom gente, me entusiasmei com essa postagem, e acabou ficando enorme, tenho consciência que vocês tem mais o que fazer na vida, portanto vou dividir em  partes, quem gostar pode interagir comigo, perguntar alguma coisa, não quer dizer que vou responder, talvez eu não possa, mas farei o possível.


Beijos      ....................................................                           Helena Leen

4 comentários:

sueli barbosa silva disse...

Oi Helena!passei pra deixar meu abraço e minha gratidão por conhecer um pouco mais sobre VC!te desejo energias positivas sempre!paz e bem no coração! Bjs su!

Helena Leen disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Helena Leen disse...

Obrigada minha querida amiga, é muito bom saber que você esta por perto. <3

sollaris disse...

olá Helena gostei muito da sua postagem,continue escrevendo,vou adorar ler mais.