segunda-feira, 1 de maio de 2017

A Dama e o Vagabundo



Depois de dias sem nos falarmos, ele furou o bloqueio e me alcançou no alto do meu pedestal, de repente me peguei sorrindo, feliz, orgulhosa por ter despertado algo tão forte em alguém que faz o possível e o impossível para estar perto de mim. E logo eu que sempre fiz o papel daquela que idolatra, que se entrega que faz loucuras por amor, que deixa a outra pessoa se sentindo 200% segura na relação, agora me vejo do outro lado, sendo bajulada, idolatrada, vendo minhas palavras serem bebidas e tidas como reza, hoje percebi que isso tudo mexe comigo, e logo eu tão certa das minhas vontades, tão segura dos meus desejos, me vi por alguns segundos totalmente boba, seduzida por aquele amor bonito que eu sempre tento deixar claroque é só uma amizade da minha parte.


Um comentário:

Teofilo Tostes disse...

Que ternura esse texto!!! Tendo a ler tudo como literatura -- até porque, o que é publicado, torna-se ficção, mesmo que seja confessional. Então, fiquei pensando que esse seria um bom início de romance. A personagem principal namora um rapaz há alguns anos, mas a relação deles está morna. De repente, algo feito por um amigo de infância a faz balançar e, aos poucos, ela se dá conta que na verdade está num relacionamento abusivo. Mas não só essa descoberta não será fácil, como também o processo de término da relação será um tanto conturbado e, talvez até, violento.
(Bom, uma sinopse de um romance (talvez YA) inventada a partir de um texto aleatório! rsrsrs).
Bjs,
teofilotostes.wordpress.com