terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Sobre ídolos e fãs.

Eu nunca fui o tipo de garota que enlouquece por um astro do cinema ou da música. Nunca fui muito de idolatrar as pessoas, mas algumas poucas vezes na vida simplesmente aconteceu.

Como tudo comigo sempre foi muito intenso eu não poderia me conformar em sentir aquele fanatismo básico, aquela histeria que os grandes astros provocam em seus seguidores. Comigo sempre foi diferente.

Mas algumas poucas pessoas me fizeram mudar um pouco de ideia.







Posso contar nos dedos quantas pessoas me despertaram um certo tipo de amor. Vou chamar de ídolo, apenas para dar um nome, porque não idolatro ninguém. Eu apenas amo, com a mesma (ou até maior) intensidade que posso amar as pessoas com quem eu convivo.

Meu primeiro "ídolo” foi o Superman dos anos 80. Quando eu nasci ainda reprisava seus filmes, mas minha mãe explicava que eram antigos e que provavelmente ele não estaria mais vivo, o que não me deixava nem um pouco assustada.

Lembro que eu tentava contato com seu "espírito" e algumas vezes eu poderia jurar que ele estava comigo. Virou um tipo de amigo imaginário.

Minha paixão pelo Christopher Reeve era tão intensa a ponto de uma vez eu dançar sozinha pela sala de olhos fechados praticamente em transe. No auge do meu devaneio eu poderia jurar que sentia sua respiração, suas mãos guiando meu corpo naquele lindo bolero.

Não demorou muito para minha mãe me levar até a igreja pra conversar com o pastor, uma longa conversa sobre estar indo longe demais com essa paixão. Eu tive que concordar com ele. Deixei o Superman de lado e a vida seguiu. Tempos depois com a facilidade da internet descobri que ele não
tinha morrido. Se tinha algum espírito me acompanhando, certamente não era o dele.

Um tempo depois ele realmente faleceu, mas nem me passou pela minha cabeça incomodá-lo. A vida já tinha seguido seu rumo e eu já tinha um novo &"amor". Seu nome era Masaru Yamashita, um ator japonês que interpretava o policial Liuma Ogawa no seriado Esquadrão Especial Winspector.


Foi amor a primeira vista.

Bastou um episódio para que eu tivesse certeza que eu o amaria para sempre.O para sempre durou uns bons anos e nesse tempo eu descobri muita coisa sobre o Japão, mas poucas informações sobre ele o que me impossibilitou de chegar mais perto. Nem mesmo uma carta eu enviei. Ele nunca soube o quão amado era por uma menina tão doce e inocente como eu era capaz de amar alguém de longe sem querer nada em troca.

O seriado terminou e tudo que restou do Liuma foram alguns recortes depequenas reportagens sobre a série em revistas estilo Herói, Super Herói eoutras que nem lembro o nome.

Mas meu coração não ficou vazio por muito tempo. Logo eu conheciaquele que se tornaria realmente o cara que eu mais gostei em toda a minhavida. Alguém que sinto como se pertencesse a minha família e, felizmente,uma pessoa que ainda tenho esperança de encontrar por essas estradas da
vida.

O Nome dele é Billy Zane. Eu o vi pela primeira vez saindo de um carro
antigo nos primeiros 20 minutos do filme Titanic. Ele era o Caledon
Hocley, um vilão muito charmoso que fez com que o Leonardo de Caprio e
todo o drama gigantesco do filme passassem batidos.


Desde aquele dia, eu nunca mais o esqueci. Dei um jeito de assistir todos os
seus filmes, pesquisei tudo que foi possível com a internet limitada de
quase 20 anos atrás e meu amor perseverou até os dias de hoje.
Tenho a felicidade de segui-lo em todas as redes sociais que posso enviar
mensagens e eventualmente ter uma resposta e mesmo que ele nem saiba
que eu existo isso não diminui o meu sentimento por ele. Porque amar é
isso, é não esperar nada em troca.
Não preciso postar uma foto com ele, não preciso do seu autógrafo para
exibir entre os meus amigos, só preciso saber que em algum lugar desse
mundo ele existe e o meu amor o alcança.

Mas porque estou escrevendo sobre isso depois de tantos anos?


Há poucos dias, meu coração novamente elegeu alguém. Não que eu tenha
deixado de amar o Billy, até porque isso é impossível. Mas meu amor por
ele se tornou tão grande que acho que posso dividir com outra pessoa.
O eleito se chama Piero Barone, um italiano integrante do grupo Il Volo, na
verdade eu me apaixonei pelo trio. Eles são incríveis, as vozes, a música,
tudo parece perfeito. Mas meu coração elegeu Piero desde o instante que eu
o vi. Naquele momento eu sabia que ele não era apenas mais um cara
bonitinho, sabia que ele tinha um algo a mais como cada um dos poucos
que fizeram meu coração bater mais forte.


Pensem Comigo...

Em um mundo cheio de celebridades e pessoas incríveis, o que faz com que elejamos alguns poucos?

Minha teoria é bem simples: é coisa de alma e essas coisas não conseguimos controlar ou dominar, simplesmente acontece. Se você tem um ídolo e sonha chegar perto dele, gostaria que um dia ele soubesse que você existe, meu conselho é: não desanime, não pense que é ilusão, nada nessa vida é por acaso, um dia os seus caminhos podem se cruzar.

Se algum dia eu encontrar com o Billy ou o Piero, não vou pedir um autógrafo, não vou tentar tirar uma foto ou tocá-lo, eu simplesmente vou ficar olhando, prestando atenção em cada detalhe, transmitindo meu amor de longe.

E se esse amor for suficiente para que ele me enxergue, então ele chegará até mim. E se não for, eu não quero simbolizar um sentimento tão profundo por um pedaço de papel. Não quero ser apenas mais uma que gostaria de tocá-lo, de abraçá-lo.

Eu não quero isso.

Eu só quero que ele saiba que eu existo e se nunca souber, não importa, eu sei o que eu sinto e como eu disse lá em cima:

Amar é não querer nada em troca.


Por hoje é só.... Beijos  Helena Leen

21 comentários:

Mãe, Tô Escrevendo disse...

Nossa que post interessante. Acho que você tem toda razão quando diz que o amor não pedi nada em troca.
Eu também já nutri esse amor por muitas pessoas/celebridades. E geralmente eram os filmes ou as músicas que me faziam ama-los tanto. Mas confesso que até hoje muitos desses amores perduram.
Britney com o filme Amigas para Sempre; Channing Tatum e todos os seus filmes rsrs ; A banda Scracho que compôs 99% das minhas trilhas sonoras; Federico Moccia que escreveu os livros que marcaram uma fase da minha vida etc.
Adorei o post e concordo que amar , vai muito além de venerar um papel autografado.

Ritchelly Galani disse...

Esse foi o texto mais diferente que eu já li.. Nunca parei de fato pra pensar no porque sinto empatia por alguns astros da TV. Já que você contou os seus eu vou contar que eu amava o Leonardo DiCaprio no Titanic haha, mas eu costumava gostar mesmo era de personagens de desenho haha..
Adorei o post foi bem diferente e me fez sentir nostálgica!!

Ritch, Conta-se um livro

Blogdabeattriz disse...

Ainda vou lidar com o fato do seu primeiro odolo. Ter sido um homem morto, mas o meu primeiro ídolo da vida foi na verdade ainda é o mesmo the rock sabe? Sou apaixonada por ele desde criança, essas coisas acontecem kkkkk

Mas eu nunca parei pra pensar o porque todo esse amor, agora comecei a me questionar.... Curioso

Nilton Alves disse...

Que legal essa sua matéria. Tenho vários ídolos principalmente os atores e atrizes que fazer os papéis de super heróis.

thiago de melo lima disse...

Geralmente eu admiro pessoas, um cara que vi uma vez e fiquei feliz de ter visto foi o luciano pires do café brasil, e eu somente o cumprimentei.
mas isso já foi demais!

Inês Costa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ing Blue disse...

Cara, esse lance com o Superman me deu medo. SOCORRO. Eu sou fã de muitos artista, mas o meu primeiro ídolo foi os Mamonas Assassinas, mas precisamente o Dinho. Só que o problema é que na epoca que eu me tornei fã deles, eles já tinham morrido e eu só descobri dois anos depois. Meu pai nem para me contar. Chorei a morte deles atrasada.

Vanessa Rezende disse...

Uauuu que texto inspirador!!!
Eu nunca tive amor por nenhum cantor/ator... rs
Mas realmente Billy é um encanto, eu também ficava suspirando por ele quando assistia Titanic!!

Juliana Mallorie disse...

Oii Helena, que texto lindo! Nunca tive a oportunidade de experimentar desse tipo de amor, pelo menos não por um ídolo rs, mas adorei sua narrativa e a forma como expressou seu sentimento de fã. Um beijo!

Além de 50 Tons disse...

Oi Helena!!
Que post legal. Nunca tinha visto nenhum pela blogesfera.
Enfim...meus ídolos da adolescência eram os Backstreet Boys. Era apaixonada por eles!! Hoje em dia meus ídolos estão nos livros, os autores que quero conhecer...
Bjs
https://almde50tons.wordpress.com/

Gil_Effy disse...

Oie..

Amar sem querer nada em troca, bem isso que você falou. Acho saudável ter um idol, spo não acho legal quando as fãs exageram no temperamento, afinal são pessoas como nós.

:)
http://livrosefeminices.blogspot.com.br/

Rafaela Maddox disse...

Olá,tudo bem?
Amei o post,nunca tinha parado para pensa sobre o assunto.Quando eu era mais nova tinha varios idolos, hoje em dia meu unico idolo é Deus.

Erick Sant Ana disse...

Acho que nunca tive um "idolo", sou muito desapegado com as coisas no geral e sempre fui assim, desde pequeno.
Fun fact que talvez te deixe com inveja: Trabalhava em um portal de noticias e a gente entrevistou o Il Volo quando eles vieram para o Brasil e eles são super educados e divertidos.

Abraços
desconstruindooverbo.com.br

Robson Morais disse...

Gostei da postagem pois é algo inédito ...nunca vi uma post com este assunto..
www.robsondemorais.blogspot.com.br

Jussara Ferreira disse...

Como eu gostei do teu texto. Reflete exatamente a passagem do tempo sem nos entanto falar sua idade ou a época de cada acontecimento. Sabe que eu tinha os meus também mas nunca fui apaixonada por nenhum deles como você. Adorei o texto criativo e divertido. Beijos

Thi disse...

Uma vez consegui tirar foto com o cara do não ouvo, foi daora e quando vi o luciano pires a primeira vez tbm!

Daniel Dornelas disse...

OI!
Então, eu não sou fanático por ninguém,
mas adoraria conhecer a J. K. Rowling.

Auridiane Carvalho disse...

Eu realmente não tenho um ídolo, mas você embora não veja com termo de fã, acumulou algumas paixões digamos um tanto peculiares.

Inês Costa disse...

Isso de dizer que o amor não pedi nada em troca é a mais pura verdade. Eu sou apaixonada por várias celebridades, se for parar pra pensar, isso é uma coisa muito louca.rs

Robson Morais disse...

Eu admiro o trabalho do super homem que depois de algum tempo de fama que foi ver que a família é a base de tudo no entanto ja estava tetraplégico..mesmo assim viveu intensamente com a si família...
www.robsondemorais.blogspot.com.br

Franciely Montenegro disse...

Você acabou com o grupo de repente.
Lastimável!
Você precisa aprender a não descontar seus problemas nos outros.
Que pena, meu Deus!
Vou sentir saudades!!